FICHA DIQUE BIII-2 E DIQUE BIII-3
Dique BIII-2 E Dique BIII-3
Os diques são estruturas com barramentos construídos e utilizados, em caráter temporário ou definitivo para fins de contenção, acumulação, decantação ou descarga de rejeitos ou de sedimentos provenientes de atividades de mineração (Resolução ANM nº 95/2022).
A MBL possui dois diques denominados BIII-2 e BIII-3.
Dique BIII-2: Construído com o intuito de conter os sedimentos da Pilha de estéril Delzir. A estrutura se encontra em operação desde 1988, a qual é monitorada quinzenalmente por inspeções visuais e instrumentação geotécnica.
Dique BIII-3: Essa estrutura estava ativa desde 01/04/1988 e tinha a função de receber e reter os materiais carreados pela ação da erosão do Dique BIII-2, localizado à montante dessa estrutura. Os efluentes não retidos passavam por um extravasor e eram direcionados para o talvegue. Porém, com a descaracterização do reservatório, finalizado em fevereiro/2025, a estrutura passou a não possuir mais a função de reter água e sedimentos. Ainda assim, a estrutura é monitorada quinzenalmente por inspeções visuais e instrumentação geotécnica.
Rotina de monitoramento e segurança dos diques
São realizadas as seguintes ações de monitoramento e segurança:
- Inspeções visuais quinzenais nos Diques BIII-2 e BIII-3, verificando o estado de conservação e a condição de segurança das estruturas;
- Leituras quinzenais da instrumentação de auscultação (piezômetros), as quais são analisadas por engenheiro de minas e geotécnico;
- Auditorias externas periodicamente nos diques.
- Declaração de estabilidade dos diques emitidas por empresas independentes;
- Plano de Ação de Emergência de Barragens de Mineração (PAEBM) dos diques;
- Treinamentos semestrais internos envolvendo todos os funcionários responsáveis pelo PAEBM, manutenção e monitoramento dos diques;
- Distribuição informativos anualmente a algumas edificações presentes nas proximidades da empresa, com as orientações do PAEBM, como boa prática.
Níveis de Segurança das estruturas
Os níveis de segurança são definidos no Plano de Ação de Emergência para Barragens de Mineração (PAEBM)e indicam a situação dos diques e as ações que devem ser adotadas em cada cenário.
Nível normal: Estrutura se encontra em ótimo estado de conservação e com monitoramento e manutenção regulares.
Nível de alerta: Detectada anomalia que não implique em risco imediato à segurança, mas que deve ser controlada e monitorada;
Nível de emergência 1: Detectada anomalia que compromete a segurança da barragem, mas que ainda pode ser controlada ou corrigida. São intensificados as inspeções e o monitoramento.
Nível de emergência 2: Evolução da anomalia com segurança da barragem significativamente comprometida. A partir deste nível é feita a evacuação da Zona de Autossalvamento (ZAS). Não há residências mancha de inundação dos diques.
Nível de emergência 3: Anomalia totalmente sem controle, existe forte evidência de rompimento iminente.
Ambas as estruturas se encontram em nível de segurança normal e ótimo estado de conservação.
Plano de Ação de Emergência para Barragens de Mineração (PAEBM)
O PAEBM é um documento elaborado pela MBL, no qual estão identificadas potenciais situações de emergência, ações a serem executadas nesses casos e definidos os agentes a serem notificados, com finalidade de minimizar danos e perdas de vida.
Zona de Autossalvamento (ZAS): região à jusante da estrutura, em que não há tempo suficiente para uma intervenção das autoridades competentes, delimitada pelo maior tempo de chegada da onda de inundação igual a 30 minutos ou 10 km.
Zona de Segurança Secundária (ZSS): região posterior à ZAS, em que a população treinada é apta ao próprio salvamento ou evacuação pelas autoridades competentes.
Para os Diques BIII-2 e BIII-3 foi feita a delimitação da ZAS, considerando a mancha de inundação em sua extensão total de 3,1 Km. Com isso, não foi realizada a delimitação da ZSS. Não há população inserida na Zona de Autossalvamento.
Mancha de inundação em caso de rompimento dos Diques BIII-2 e BIII-3


A mancha de inundação apresentada para o Dique BIII-3 é anterior a sua descaracterização. Uma vez que o Dique BIII-3 se encontra descaracterizado, sem presença de água e sedimentos, essa estrutura não é passível de mobilizar algum volume do seu reservatório e apresentar potencial impacto de inundação porventura de uma ruptura.
informações detalhadas sobre MBL e empresas terceirizadas
| Função | Profissional | Qualificação técnica | CREA/CPF |
| Representante Legal e Diretor Geral | Silvio Ricardo Pereira de Matos | Contador | 013.066.836-29 |
| Engenheira de Minas | Maria Eduarda D’Carlos Belo | Eng. De Minas | 183.617/D-MG |
| Gerente de Produção de Mineração | Jardel de Paula Alves | Técnico em Mineração | 071.461.776-88 |
| Gerente de Meio Ambiente | Walter Bruno Oliveira Minucci | Eng. de Meio Ambiente | 219650/D-MG |
| Engenheiro de Segurança | Darlley Gomes Moreira | Eng. de Segurança | 122050/D-MG |
| Coordenador SESMET | Fabrício G. Henriques Vilaça | Eng. Produção e Técnico em Segurança do Trabalho | MTE 19831/MG 467808/D – MG |
| Coordenador de Comunicação | Ricardo Nogueira | Jornalista | 049.421.396-51 |
| Audtior Geotécnico | Jansen Lourenço | Engenheiro Civil Geotécnico | 92.463/D-MG |
| Consultor Externo | WN Engenharia | – | – |
| Edr / Consultor Externo | Wagner Nascimento | Engenheiro de Minas | 98.111/D-MG |
Resultados das análises e dos acompanhamentos do grau de umidade e do nível da barragem, com a respectiva ART
A estrutura em questão consiste em um dique de contenção destinado à retenção de sedimentos carreados a partir da pilha localizada a montante, não se caracterizando como estrutura de disposição permanente de rejeitos. Sua função é promover a decantação dos sedimentos transportados durante eventos de precipitação, sendo realizado periodicamente o desassoreamento do reservatório, em geral após a secagem do material retido.
Dessa forma, não se aplica o acompanhamento do grau de umidade dos sedimentos, uma vez que a umidade é uma condição inerente ao funcionamento da estrutura, sem influência sobre sua estabilidade ou segurança operacional, não constituindo parâmetro de monitoramento para este tipo de operação.
O nível do reservatório do Dique BIII-2 é apresentado semestralmente no Relatório de Inspeção Semestral – RIS. O quadro abaixo apresenta os níveis de referência do RIS de março/2026.
| CONTROLE DE NÍVEL DO RESERVATÓRIO – DIQUE BIII-2 | ||||||
| Período | AGO/2025 | SET/2025 | OUT/2025 | NOV/2025 | DEZ/2025 | JAN/2026 |
| Nível (m) | 1.062,20 | 1.060,00 | 1.060,00 | 1.061,00 | 1.061,00 | 1.061,00 |
O Dique BIII-3 se encontra descaracterizado desde novembro/2024. Sendo assim, pelo fato de não apresentar mais reservatório, o nível da estrutura não sofre alterações. O nível do aterro do Dique se encontra na elevação 1054,00m.
Abaixo é apresentada a ART do RIS março/2026 dos diques.


Análise semestral da água e da poeira dos rejeitos, com a respectiva ART
Quanto à análise da água, não são realizadas coletas no reservatório do dique, tendo em vista que o monitoramento ambiental é executado por meio da avaliação da qualidade das nascentes localizadas no entorno da estrutura, conforme o programa de monitoramento ambiental adotado pela empresa.
Em relação à análise de poeira dos sedimentos, entende-se que a obrigação também não se aplica, considerando que a estrutura não possui operações contínuas de movimentação de materiais ou atividades com potencial significativo de geração de emissões atmosféricas. As intervenções restringem-se às inspeções rotineiras e ao desassoreamento periódico, não sendo observadas condições que justifiquem a realização desse monitoramento específico.
Abaixo é apresentada a última análise de água subterrâneas e das nascentes localizadas nas proximidades dos diques.
Declaração de Condição de Estabilidade



